"O VENTO"
Apesar de, no momento da escrita deste rascunho, não nos chegarem bons ventos da história nem boas estórias de casamento da nação que, não tendo feito nascer o cinema, fez dele uma nação, haverá por todo o lado suficiente memória, política, pensamento e ciência para se poder afirmar que o modo como o realizador sueco Victor Sjöstrom colocou a sua questão já não é aceitável. Não, um Homem não pode vir dizer à Mulher que é dela, e só dela, que depende toda a integridade do edifício conceptual puritano. Mansplaining à parte, macho que é macho pede responsabilidade a si mesmo em primeiro lugar. Não quer dizer que faltem aqui boas intenções . Sjöstrom sabe que, no tempo do mito, ainda não havia VAR e que, se a coisa tivesse sido observada com melhor ferramenta (como ele próprio faz no início de “O vento”), ter-se-ia com certeza percebido que foi Adão quem cometeu a falta da maçã. O único Mal que a mulher poderá praticar é não se conseguir manter ao lado do consorte enquanto este disparata...

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