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"SE CALHAR, BALTHAZAR"

Em Portugal, este filme foi intitulado como "Peregrinação exemplar". Tal título condiciona a interpretação do filme, o que, se é perigoso em todos os casos, pode ser considerado francamente grave num universo como o de Bresson, construído para significar apenas no limite do insignificante. Assim sendo, proponho a alternativa "Se calhar, Balthazar". É literalmente mais rigorosa; evoca a noção de "acaso", que é a noção semanticamente relevante do título original; e conserva a sua rima interna, que era muito do agrado do cineasta. É preciso preparar as pessoas para o sexo e para o dinheiro. E por isso existe a juventude, que extingue a inocência infantil com todos os requintes de uma destruição maciça. “Se calhar, Balthazar” é a proposta de um sistema narrativo que se estende desde uma adolescente tentada (Marie) até um adulto deformado sem remissão (Arnold), a partir do qual só existe a pausa de tudo aquilo que um cineasta já não precisa de narrar porque já

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